PrevisĂŁo do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continua em 2,50%
O mercado financeiro estima queda ainda maior da economia este ano, por influĂȘncia da pandemia do coronavĂrus. A previsĂŁo de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) â a soma de todos os bens e serviços produzidos no paĂs â agora Ă© de 1,18%. Essa foi a oitava redução consecutiva. Na semana passada, o mercado previa queda de 0,48%.
A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central, com a projeção para os principais indicadores econÎmicos.
As previsÔes do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%.
Jå a cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,50, a mesma previsão da semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,40, contra R$ 4,30 da semana passada.
Inflação
As instituiçÔes financeiras consultadas pelo BC tambĂ©m reduziram a previsĂŁo de inflação de 2020. A projeção para o Ăndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu, pela quarta vez seguida, ao passar de 2,94% para 2,72%.
Para 2021, a estimativa de inflação tambĂ©m foi reduzida, de 3,57% para 3,50%. A previsĂŁo para os anos seguintes – 2022 e 2023 – nĂŁo teve alteraçÔes e permanece em 3,50%.
A projeção para 2020 estå abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetårio Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerùncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.
Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa bĂĄsica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo ComitĂȘ de PolĂtica MonetĂĄria (Copom).
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e encerre 2020 em 3,25% ao ano. Na semana passada a previsão para o fim de 2020 era 3,50% ao ano.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendĂȘncia Ă© que o crĂ©dito fique mais barato, com incentivo Ă produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econĂŽmica. Quando o Copom aumenta a taxa bĂĄsica de juros, o objetivo Ă© conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crĂ©dito e estimulam a poupança.
Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa båsica chegue a 4,75% ao ano. A previsão anterior era de 5% ao ano. Para o fim de 2022, as instituiçÔes mantiveram a previsão em 6% ao ano e, para o final de 2023, a estimativa passou de 6,25% ao ano para 6% ao ano.
(Por Kelly Oliveira – RepĂłrter da AgĂȘncia Brasil – BrasĂlia. Foto: Marcello Casal Jr/AgĂȘncia Brasil)

